Arte sensu nº 5

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Santos Dumont o Inovador

Lançado no último dia 9 de outubro, o livro Santos=Dumont O Inovador, do professor Adriano Batista Dias (Administração/UFPE), faz um mergulho nas controversas águas da história dos primeiros vôos procurando resgatar a real participação, como inovador, do ícone nacional, sempre pensado como inventor.

 

Aqui, o autor fala ao Arte Sensu
sobre o que o motivou a
escrever este livro.

          Escrever um livro atribuindo a Santos Dumont a qualidade de inovador quando é usualmente tratado como inventor supõe ter o autor se capacitado a tal e se ter a tal sentido estimulado. A capacitação veio com boas leituras sobre o ícone brasileiro, quando biografias foram escritas ao redor do cinquentenário do primeiro vôo, despertando o seu interesse sobre o carácter deste ser humano que, riquissimo por herança, participava diretamente da construção de seus artefatos e, assumindo sozinho os riscos, os testava pessoalmente. Com o curso de engenharia mecânica que permitiu, de modo bem posicionado, apreciar as soluções que desenvolveu para problemas aeronáuticos. Com o curso de piloto que facilita entender o que significa fazer voar as aeronaves que construiu. Com a ação profissional, em já duas décadas e meia, como pesquisador na área de política e gestão de ciência e tecnologia, onde a inovação está sempre presente como valioso conceito. A decisão de escrever era latente.
Tornou-se fato pela quase simultânea provocação sentida diante de conceituação de inovação, usada por alguns, restringindo-a ao círculo da ações que produzem lucro, excluindo-a como categoria, de acontecer ou ter acontecido em qualquer área de atividade humana, atual ou inscrita na história, que não estivesse no direto interesse do capital. E diante da leitura de artigo no "site" do CNPq que pessoalmente soou-me como dizendo devermos acreditar na primazia dos Wright, pois o mundo já o faz.
Escrever "Santos=Dumont: o inovador" tomou dois anos de uso da razão para a pesquisa, a análise e a síntese que nele resultou, procurando resgatar a real contribuição do inovador à aeronáutica. Mas, a decisão de escrever foi uma destas importantes demais para serem tomadas pela razão. Foi das que o coração toma e a razão executa.

 


1906-2006
Centenário do primeiro vôo autônomo
14 bis

     

O dia 23 de outubro de 1906, se tornou um marco na história da ciência e tecnologia no Brasil e no mundo. Naquele data, Alberto Santos Dumont fez decolar o seu 14 bis, percorrendo cerca de 60 metros no ar, provando sua tese de que um aparelho mais pesado que o ar poderia voar.
 

 

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