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Programa
Nacional de Cotas:
Erro e segregação
Gorki Mariano
Prof. do Departamento de Geologia / UFPE

Vou tentar mostrar aqui
Os porquês, talvez e se´s
Desde programa de cotas
Que travestido de justo
Não passa de mais um susto
Engano do gato de botas
O Brasil foi composto
E digo com muito gosto
De raças bem diferentes
Hoje mescladas, compostas
Nas belas morenas expostas
De gestos e olhares indiferentes
As raças se misturaram
Com prazer se encontraram
Para formar nosso povo
Brancos, negros, mamelucos
Cafusos, índios, pardos, amarelos
Que querem desmisturar de novo
As raças são o Brasil
Essa mescla varonil
Que ao calor se entregam
Nas dobras do coração
Vibram com empolgação
Amam o chão e o carregam
O Brasil é essa mistura
Que abriga tanta cultura
Tantos credos e crenças mil
É uma terra de sonhos
Uns belos outros medonhos
Um povo nunca servil
As cotas que criaram
E tão bem divulgaram
São uma vergonha nacional
É carimbar nosso povo
Que vai ser enganado de novo
Sem cumprir seu ideal
As cotas são discriminantes
Impõem a jovens estudantes
Um rótulo de inferioridade
Uma insana maldade
Mascarada de qualidade
Tentando esconder a realidade
Por que o governo das cotas
Ao invés de nos dar as costas
Não investe em educação?
Vamos formar nossos meninos
Investir nos pequeninos
Vamos formar cidadãos
Por que as escolas públicas
Hoje carregam a rubrica
Da falta de qualidade?
Da carência de professores?
Porque vivem de favores
Com perda de credulidade
Por que crianças nas ruas
Desfilam quase nuas
Em trajes e em saber
Navegando aos sabores
Do vento de torpes favores
Para poder sobreviver
As escolas públicas de qualidade
Havia em todas as cidades
No meu tempo de infância
E professores atentos
Cuidavam dos seus rebentos
Varrendo a ignorância
O meu ginásio municipal
Magnífico, imponente, sem igual
Guardo nas dobras do tempo
Professores respeitados e fortes
Davam-nos ensino e norte
A juventude tinha alento
Não precisávamos ir às capitais
Para aprender um pouco mais
Em nossa pequena cidade
O ensino básico era completo
Eu assisti isso tudo de perto
Mas, também, vi o fim perplexo
Hoje, a escola sucateada
Sem professores... acabada
Fornecem crianças às ruas
Filhos e filhas da lua
Que em saber quase nuas
Amargam verdades cruas
Na falta de opção
O que seria cidadão
Se entrega a marginalidade
O que deveria estudar
Nas ruas aprende a roubar
Vivendo em desonestidade
No meu Recife o descaso
Deixou milhões ao acaso
Sem escolas, sem orientação
Porque o governo esqueceu
Ou o dinheiro não deu
Para investir no cidadão
As escolas desmoronando
E o país todo amargando
O descaso do poder
Que usurpa e consome
Em manobras sem nome
Os recursos do aprender
Agora às cotas voltando
Mostro, de novo, esse engano
Com máscara de social
E digo sem ter receio
Que esse quadro está feio
E o pintor pinta mal
O pintor é o presidente
E abaixo, tantos dirigentes
Que esquecem que o caminho
Contra a marginalização
É investir na criança-cidadão
Com zelo, cuidado e carinho
Sem educar o menor
Ocorre um gasto maior
Com a marginal formado
E o povo fica assustado
Preso, em casa, calado
Pagando a conta, apavorado
As cotas não vão solucionar
O grande déficit escolar
Só estão ajudando a criar
Arapucas torpes do ensinar
Espalhadas em toda nação
Fazendo comércio da educação
A qualidade não interessa
E a faculdade tem pressa
Tem grande número de estudantes
Para receber as benesses em Reais
Dos recursos públicos, federais
De forma vil e revoltante
Tenho um caso de um professor
Que com tristeza me contou
Que na faculdade que ensinaria
Não deveria ser esmerado
Nem cobrar do alunado
Quem cobrava era a secretária
A cobrança era só o dinheiro
Que entrava bem ligeiro
Nos cofres do investidor
Que não liga para educação
E sua maior preocupação
É lucrar mais do que gastou
Vamos combater as cotas
O nosso povo não é para chacotas
Nós somos uma mistura
Com DNA europeu em negão
E a morena não é ilusão
É a coisa mais bela e pura
Cotas não resolvem a situação
O governo foi contra essa enganação
Mas chegando ao poder mudou de lado
Parece até com um peixe sendo assado
E querendo iludir o trabalhador suado
Pinta todos nós de pardo e amarelado
Pardo é um grande urso no Canadá
Amarelo é asiático. Assim não dá!
Não aceito esse regime de cotas
Vou gritar contra esse governo de costas
Quero investimento sério em educação
Ver o Brasil ser uma grande nação
Geraldo Martins
Controlar salários
Administrar despesas
Eu
não quero ser rico
Com o dinheiro do cartão,
Só em pensar arrepiado fico,
Em ver que perdi a razão.
Compre apenas o necessário,
Não se deixe induzir por propagandas,
Compre à vista o básico diário;
Fiado, só com análises profundas.
Programe bem as suas viagens,
Mesmo as viagens para lazer,
Pense no preço da gasolina ou passagens,
Depois fica tarde para se arrepender.
Cuidado com as compras prolongadas,
Calcule o valor real dos j uros,
Atenção com as armadilhas especializadas,
Que nos conduzem a erros obscuros.
Primeiro, é melhor poupar,
Para só à vista comprar,
Em financeiras nem pensar
Para os seus sonhos realizar.
Monitore a sua conta-corrente
Para não entrar em cheque especial
Outra armadilha bem induzente
Que nos conduz ao erro capital.
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