Até 2015, teremos professores com formação adequada na sala de aula, diz
secretário do MEC
Até 2015, o déficit de professores com formação
atuando nas salas de aula deve estar zerado. É a estimativa de Carlos Eduardo
Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC (Ministério da
Educação). O MEC abriu mais de 57 mil vagas de licenciatura no segundo semestre
para docentes que estão atuando na sala de aula sem a formação exigida pela LDB
(Lei de Diretrizes e Bases). As pré-inscrições devem ser feitas na Plataforma
Freire até a meia-noite deste domingo (9). Clique aqui para acessá-la. Mas, para
ele, o Brasil não precisará esperar até essa data para sentir os resultados. "O
efeito é imediato na sala de aula", diz referindo-se aos docentes que serão
convidados pelo MEC a fazer graduações e cursos de formação pedagógica em
universidades públicas. Em sua opinião, a realidade na escola começa a mudar
assim que esses profissionais iniciam seus cursos. A ação faz parte do Sistema
Nacional Público de Formação de Profissionais do Magistério, anunciado em
outubro de 2008 pelo ministério. Ele pondera ainda que "isso [oferecer formação
aos professores] não resolve o problema da educação". "Ela é apenas uma das
ações; ainda temos a UAB [Universidade Aberta do Brasil, que oferece cursos a
distância], o Reuni (programa de reestruturação das universidades federais que
privilegia os cursos de licenciatura] e os institutos federais que vão oferecer
20% das vagas para licenciatura", lista o secretário. 600
mil sem formação - Segundo o MEC, o docente sem formação adequada poderá se
graduar nos cursos de 1ª licenciatura, com carga horária de 2.800 horas mais 400
horas de estágio para professores sem graduação, de 2ª Licenciatura, com carga
horária de 800 a 1.200 horas para professores que atuam fora da área de
formação, e de formação pedagógica, para bacharéis sem licenciatura. Todas as
licenciaturas das áreas de conhecimento da educação básica serão ministradas com
cursos gratuitos para professores em exercício das escolas públicas, nas
modalidades presencial e a distância (semi-presencial). Ao se pré-increverem num
sistema criado pelo MEC, a Plataforma Freire, os professores incluem seus
currículos nessa base de dados que pretende ser similar à Plataforma Lattes de
pesquisa.
Primeira etapa - No segundo
semestre, começam os primeiros cursos ofertados por 90 instituições de ensino
superior. As faculdades são públicas (estaduais ou federais) ou comunitárias.
Até as 9h54 deste domingo (9), havia 92.010 docentes pré-inscritos e 158.660
vagas solicitadas. Estão sendo oferecidas 57.828 vagas nessa primeira fase. Cada
professor pode optar por até três cursos. As inscrições estão abertas até a
meia-noite de hoje. Segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos
Eduardo Bielschowsky, o envolvimento das secretarias para homologar a inscrição
é essencial. "Será necessário um mutirão para as pré-inscrições [se
transformarem em inscrições de fato]", disse. O prazo, segundo Bielschowsky, é
curto uma vez que os cursos se iniciam entre agosto e setembro.
Além disso, são os órgãos
municipais e estaduais os responsáveis por definir que profissionais serão
benecifiados nessa primeira etapa. "A questão não é quem, mas sim quando", frisa
Bielschowsky lembrando que o objetivo do plano é atender toda a demanda de
professores sem formação adequada. Depois que as secretarias encaminharem as
inscrições, as universidades vão definir a forma de ingresso. "Estamos sugerindo
que o critério seja por ordem de chegada ou por sorteio", conta o secretário.
"Se o docente não conseguir agora, vai ser mais para a frente; ainda temos mais
quatro entradas."
Fonte Portal UOL Educação