Relatório sugere estágio e maior carga horária em cursos
de jornalismo
Tempo de estudo passaria de 2,8 mil
horas para 3,2 mil horas. Proposta segue para avaliação do Conselho Nacional de
Educação
A comissão formada pelo Ministério da Educação para discutir mudanças nos cursos
de jornalismo apresentou nesta sexta-feira (18) um relatório ao ministro
Fernando Haddad em que sugere a separação do curso da graduação em comunicação
social nas universidades, a ampliação da carga horária, a criação de eixos
pedagógicos e a obrigatoriedade de um estágio supervisionado, que não existe
hoje. A proposta segue para o Conselho Nacional de Educação e o ministro
Fernando Haddad disse que espera as mudanças estejam aprovadas até o final do
ano. A ideia da comissão,
formada por especialistas na área, é aumentar a carga
horária de 2,8 mil para 3,2 mil horas durante todo o curso. Desse tempo, a
proposta é que 200 horas sejam de estágio obrigatório, que deve resultar de um
convênio entre as instituições de ensino superior e as empresas de jornalismo.
Apesar disso, segundo o presidente da comissão, José Marques de Melo, o curso
continuaria com quatro anos.
O relatório pede também que sejam criados
seis eixos pedagógicos, que envolvem desde fundamentação específica à prática
laboratorial. Além disso, a proposta da
comissão é tirar o curso de jornalismo da grande área de “comunicação social” e
deixá-lo como uma graduação isolada. De acordo com Melo, o aluno passaria a
conviver com o “espaço do jornalismo” já a partir da entrada na faculdade. Para
o presidente da comissão, as mudanças podem ajudar a “revalorizar o diploma”,
que deixou de ser obrigatório após decisão do STF neste ano. “Os jornalistas que
se formarem com essas novas diretrizes serão mais eficazes em relação às
necessidades da sociedade e das empresas”, disse.
Fonte G1