TCU detecta irregularidades em contratos da Secretaria de Educação a Distância do MEC
O TCU (Tribunal de Contas da União) condenou João Carlos Teatini de Souza
Clímaco, ex-secretário da Seed (Secretaria de Educação à Distância) do MEC
(Ministério da Educação), a devolver R$ 381.150,46 ao Tesouro Nacional. Segundo
o TCU, Clímaco utilizou verba pública para contratar a empresa Adag Serviços de
Publicidade Ltda. para prestar serviços de publicidade e de editoração e
impressão da revista TV Escola, o que ocasionou seleção de proposta não
vantajosa para a secretaria. O ex-secretário atuou no MEC em 2003, durante a
gestão Cristovam Buarque. Em
outra celebração de convênio, a secretaria, por
meio da FUB (Fundação Universidade de Brasília), havia contratado sem licitação
a Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos) para
fornecimento de funcionários de apoio administrativo à Seed. Segundo a
fiscalização, 35,6% da força de trabalho da secretaria, composta de 163 pessoas,
provinha da Finatec.
De acordo com o relator do processo, ministro
Benjamin Zymler, a dispensa de licitação da lei restringe-se às ações de
pesquisa, ensino e desenvolvimento
institucional, e não pode ser estendida para incluir a execução indireta de mão
de obra. Clímaco terá de pagar ainda multa de R$ 10 mil ao Tesouro Nacional
pelas irregularidades. A cobrança judicial da dívida já foi autorizada. O TCU
recomendou à Seed que reanalise as prestações de contas referentes ao convênio;
cópia da decisão foi encaminhada à Procuradoria da República, no Distrito
Federal, para ajuizamento das ações civis e penais cabíveis. Cabe recurso da
decisão.
Fonte Portal UOL Educação