O reitor Amaro Lins, da UFPE, classificou ontem como "pouco provável" a
realização de um novo vestibular no meio do ano, mas não descartou a
possibilidade. O processo seletivo seria uma solução para preencher as 188 vagas
ociosas na instituição decorrentes do vestibular 2010.
Carlos Eduardo Vieira disse que, caso não tivesse sido aprovado, apoiaria um
novo concurso. Foto: Cecília de Sá Pereira/DP/D.A Press
Lins defende que seja criado um edital com novas regras para ingresso nos
cursos, sem necessariamente implicar um novo concurso. O reitor pretende
discutir os detalhes na reunião extraordinária do Conselho Universitário da
instituição, que será realizada provavelmente na segunda semana de março. Porém,
setores da universidade acham que um novo vestibular seria a medida mais
adequada para preencher as oportunidades suprimidas. O professor do departamento
de zoologia Edmilson Santos, que dirige o Centro de Tecnologia e Geociências (CTG),
um dos mais afetados pela situação, informou que irá apresentar a proposta na
reunião.
"Fazer um vestibular no meio do ano é um processo muito complexo. Exige mesesde
preparação e um custo muito alto", comentou o reitor, que está em Brasília. Lins
desmentiu que possa se vincular um possível vestibular para as vagas ociosas com
a seleção para o novo curso de
engenharia naval e oceânica, que será criado na instituição. A expectativa é que
a UFPE já abrisse as vagas da nova habilitação no segundo semestre, mas aprece
que esse prazo será estendido. "Isso (a criação do curso) vai ser resolvido
ainda. Vai depender primeiro da aprovação da proposta de criação do curso no
Conselho", afirmou
Lins defende que seja criado um edital com novas regras para ingresso nos
cursos. Há ainda duas outras alternativas, colocadas pelo reitor: usar o Sisu
com a nova nota do Enem, que será aplicado ainda neste semestre, ou abrir um
edital com novas regras. Essa segunda opção é criticada pelo diretor do CTG. No
centro, há 52 vagas ociosas. "Abrir um edital é tão oneroso quanto um
vestibular", disse o professor Edmilson. Ele lembra que há dois anos a UFPE fez
um vestibular no meio do ano para preencher 20 vagas no curso de geologia no
Recife, além de cursos no campus do Agreste, em Caruaru.
"Era um número muito menor de vagas naquela vez. No meu ponto de vista, um novo
vestibular seria melhor. Acredito que a discussão vai ser grande ainda". O
estudante Carlos Eduardo Vieira, 17 anos, passou no conjunto Engenharias CTG,
mas, se não tivesse passado, disse que apoiaria um novo vestibular. "Acho mais
justo uma prova similar. Os novos candidatos entrariam na mesma condição que os
anteriores", opinou.
Fonte Mundo Vestibular