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Morre Secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento

Morreu na madrugada desta quinta-feira (19), de infarto do miocárdio, o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira.

No cargo desde 2007, responsável por boa parte das negociações que garantiram os maiores reajustes ao funcionalismo no segundo mandato do governo Luiz Inácio Lula da Silva, Duvanier foi da CUT, é amigo pessoal e participou da equipe de governo da atual senadora Marta Suplicy (PT), na prefeitura paulistana. Com 56 anos, estava para ser promovido na equipe da ministra Miriam Belchior, para o recém-criado cargo de secretário de Relações de Trabalho, específico para negociar acordos salariais com o funcionalismo.

Em nota, a ministra lamentou a perda e classificou Duvanier como "defensor incansável da democratização nas relações de trabalho, promotor do diálogo e profissional dedicado". Em entrevista ao "Valor" na semana passada, Duvanier disse que neste ano haverá "uma pressão grande" por reajuste salarial por parte do funcionalismo, mas assegurava que "não haverá concessão por ser ano eleitoral".

O corpo do ex-secretário foi velado na Capela 2 do Campo da Esperança na tarde de ontem (19). O secretário morreu pela manhã, às 5h30, de um infarto no miocárdio, assim que deu entrada no Hospital Planalto, em Brasília. O corpo, num caixão coberto com as bandeiras da CUT e do PT, seguiu às 16h30 para São Paulo, e foi sepultado , no Cemitério de Congonhas (SP).

Mesmo sindicalistas que representam setores que nos últimos meses tiveram situações de conflito com o governo, como a Fasubra, fizeram questão de comparecer ao velório para render sua homenagem ao secretário Duvanier.

Paulo Henrique dos Santos, coordenador-geral da entidade que representa os trabalhadores técnico-administrativos das universidades e que no ano passado realizou uma longa greve, define assim a relação: “Tivemos vários embates, mas ele sempre conseguia mostrar que a divergência foi justamente o lado positivo da reunião, porque provocou uma reflexão das bancadas do governo e sindical, surgindo daí um produto que pode trazer benefício para a gestão pública. Foi não apenas um interlocutor do governo, mas um companheiro que apontava e permitia que nós refletíssemos e pudéssemos amadurecer no processo de negociação”, disse o dirigente sindical.

Fonte Agência Folha